O luso-suíço Rui Lopes foi descrito pelo The New York Times como “um fagotista extremamente dotado” e pela Gramophone como “extremamente musical e virtuoso”. Notavelmente, começou a tocar fagote apenas aos 18 anos, mas o seu temperamento musical e a sua excelência técnica foram rapidamente reconhecidos, levando-o à conquista de vários prémios, incluindo o Primeiro Prémio no Concurso de Interpretação do Estoril (Lisboa, 2008).
Como solista, apresentou-se com orquestras como a English Chamber Orchestra, a Finnish National Opera Orchestra (Helsínquia), a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra de Câmara de Colónia, a Orquestra Sinfónica do Porto – Casa da Música e a Orquestra Sinfónica de Basileia. Tocou como 1.o fagote na Orquestra de Paris, na Camerata de Berna, na Orquestra Sinfónica de Lucerna e na Orquestra de Câmara de Basileia, entre outras, trabalhando com músicos como Maurizio Pollini, Christoph Eschenbach, Bernard Haitink, Esa-Pekka Salonen e Pierre Boulez.
A música de câmara ocupa um lugar central na sua atividade artística; colaborou com o Ensemble Nacional Español de Música Contemporânea e é membro da Camerata Variabile Basel e do Trio Estoril.
Rui Lopes é convidado regularmente para importantes festivais, entre os quais o Schleswig- Holstein Musik Festival, o Festival Bohuslav Martinů (República Checa) e o Lucerne Festival, entre muitos outros.
É Professor de Fagote na Haute École de Musique de Strasbourg.
O seu CD a solo Through Time, com a English Chamber Orchestra, foi aclamado internacionalmente, e o seu mais recente trabalho discográfico, Close Encounters, gravado com o Gringolts Quartet, foi recebido com grande entusiasmo pela imprensa especializada e distinguido com um Prémio “Supersonic”, destacando virtuosismo, domínio técnico e profundidade expressiva.
No seu regresso ao Carnegie Hall, em 2025, Rui Lopes esgotou a Weill Recital Hall, tornando-se o primeiro fagotista na história a alcançar este feito, num marco assinalável da sua carreira internacional.
Rui Lopes vive em Basileia com a esposa, os dois filhos e o seu cão Simba, encontrando inspiração na fotografia, na arte, na literatura, num bom vinho e nos passeios com ele.
